
O número de mortes devido ao frio que tem afectado o Afeganistão nas últimas duas semanas aumentou para mais de 120, os Talibãs confirmaram, depois de as autoridades terem confirmado que se tinham registado temperaturas tão baixas como 34 graus negativos em algumas partes do país.
O porta-voz da National Disaster Management Authority, Safiullah Rahimi, disse à agência noticiosa alemã DPA que mais de 50 casas também foram total ou parcialmente destruídas pelo frio, enquanto mais de 70.000 animais morreram em consequência do tempo.
O Departamento de Meteorologia do Afeganistão indicou que as temperaturas mais baixas foram registadas na província de Ghor (central), no meio de uma onda de frio que deixou quase 5.000 crianças hospitalizadas durante a última semana, segundo dados publicados na segunda-feira pelo Ministério da Saúde afegão.
A capital, Cabul, lar de cerca de 5,5 milhões de pessoas, também sofreu um blackout, uma vez que o Uzbequistão suspendeu as exportações de electricidade para o Afeganistão, levando as autoridades talibãs a apelar a Tashkent para cumprir o acordo de fornecimento.
Além disso, 120 pessoas foram mortas e mais de 150 feridas por inundações no último mês no país da Ásia Central, de acordo com o Ministério de Gestão de Catástrofes, conforme noticiado pelo canal de televisão afegão Tolo TV.
O Gabinete de Coordenação dos Assuntos Humanitários da ONU (OCHA) advertiu na segunda-feira que o Afeganistão «enfrenta uma crise humanitária sem precedentes, com um risco muito real de colapso sistémico e de catástrofe humana». Observou que 28,3 milhões de pessoas, quase dois terços da população, necessitarão de assistência humanitária urgente até 2023 para «sobreviverem».
Fonte: (EUROPA PRESS)






