
A Organização Mundial de Saúde (OMS) denunciou na terça-feira o rapto do médico Mahamadou Diawara, que foi atacado por homens armados não identificados na segunda-feira, na região do Gao, no leste do Mali.
«A OMS expressa as suas condolências à família de Diawara e está a trabalhar com as autoridades locais para investigar e assegurar o regresso imediato do nosso colega à sua família», afirmou numa declaração, acrescentando que o médico «liderou esforços para levar cuidados médicos a comunidades isoladas e inseguras».
Diawara, que trabalhava no escritório da agência da ONU em Menaka desde o início de 2020, foi apreendido na segunda-feira por bandidos armados não identificados, sem qualquer motivo conhecido para o seu rapto nesta fase.
A OMS, que condenou o rapto, observou também que o condutor do seu carro foi agredido pelos raptores, embora estes últimos estejam alegadamente a recuperar dos seus ferimentos, enquanto que o paradeiro do médico é desconhecido.
Em Novembro passado, um trabalhador da organização Médicos Sem Fronteiras (MSF) foi raptado por pistoleiros não identificados em Gao, mas foi libertado mais tarde, de acordo com relatos dos meios de comunicação locais.
O Mali, tal como outros países do Sahel, tem sofrido nos últimos anos um número crescente de ataques jihadistas, tanto por parte da filial da Al Qaeda na região como por parte do Estado islâmico, o que levou também a um aumento da violência intercomunal e à deslocação de dezenas de milhares de pessoas.
Fonte: (EUROPA PRESS)






