
As Nações Unidas condenaram a ordem judicial de encerrar o Grupo de Helsínquia, a ONG de direitos humanos mais antiga da Rússia, e advertiram que se trata de «mais um golpe contra os direitos humanos e o espaço cívico» num país que «intensificou» a sua repressão contra a dissidência desde o início da ofensiva militar na Ucrânia.
O governo russo exigiu a liquidação da ONG por estender as suas actividades para além de Moscovo e, embora a decisão judicial possa ser objecto de recurso, a porta-voz da Alta Comissária das Nações Unidas para os Direitos Humanos, Marta Hurtado, apelou ao respeito das normas internacionais.
Neste sentido, advertiu que qualquer limite às liberdades de expressão e de associação, «central para as sociedades democráticas», deve ser empreendido sob critérios de «necessidade e proporcionalidade» e desde que haja um objectivo «legítimo».
«As autoridades russas deveriam abster-se de aplicar medidas que reprimam a denúncia de problemas graves de interesse público e permitam o debate de vozes diversas e pluralistas, dentro da sociedade e também nos meios de comunicação social, em conformidade com as obrigações em matéria de direitos humanos», disse Hurtado numa declaração.
O Grupo de Helsínquia foi fundado em 1976 e, como a ONU recordou, tem documentado violações dos direitos humanos desde a era soviética.
Fonte: (EUROPA PRESS)






