
O Presidente ucraniano Volodymyr Zelensky reiterou quinta-feira a sua recusa em negociar com o seu homólogo russo Vladimir Putin até Putin ordenar a retirada final das tropas russas do país.
Neste sentido, salientou que as conversações «só serão possíveis se a Rússia retirar os seus soldados, admitir o seu erro e nomear um novo governo», como disse durante uma entrevista com o canal de televisão britânico Sky News.
«Só então seria possível», disse ele, antes de sublinhar que o encontro com Putin «não faria sentido». «Para mim não é interessante, nem para se encontrar nem para falar», disse ele. «Eles não querem falar. Essa era a sua posição mesmo antes da invasão. Foi isso que Putin decidiu», disse ele.
Advertiu que a Ucrânia «é apenas um primeiro passo para Putin». «Antes da guerra, houve reuniões. Vi um homem que disse que ia fazer uma coisa e que ia fazer outra. Para mim, neste momento, ele não é ninguém», continuou ele.
Acusou a Rússia de enviar para a guerra soldados que servem como «forragem de canhão». «Eles não querem saber das baixas», disse ele, embora admitindo que o exército britânico estava a exercer forte pressão sobre a região de Zaporiyia.
«É um número extraordinário. Eles nem sequer se importam. Quero dizer, eles não querem saber da sua própria gente…. Mas pelo que vimos e contámos, há milhares de mortos do seu lado e eles continuam a enviá-los e a atirá-los e a atirá-los e a atirá-los», disse ele.
Fonte: (EUROPA PRESS)






