
Uma coligação de oposição no Togo denunciou na sexta-feira o «silêncio» das autoridades face ao aumento da violência no norte do país africano, que tem sido afectado nos últimos meses por um recrudescimento dos ataques jihadistas à medida que a insegurança se espalha do Sahel até ao Golfo da Guiné.
Gérard Adja, membro sénior da Dynamique Monseigneur Kpodzro (DMK), que reúne sete partidos e seis organizações civis, lamentou que «há já algum tempo que os terroristas atacam soldados no norte do país» e afirmou que a oposição gostaria que as autoridades «informassem os togoleses do que está a acontecer».
«O nosso país está preocupado. Não há muito tempo, o governo pediu às forças activas da nação, partidos políticos e associações da sociedade civil que apoiassem as forças armadas no terreno, mas não podemos apoiar estas pessoas se não soubermos o que está a acontecer», explicou ele, falando à Rádio France Internationale. «Estamos muito indignados com o silêncio do governo», acrescentou ele.
«Há mortos, soldados estão a cair, populações estão a ser deslocadas em massa e civis estão a ser mortos. Isto é o que está a acontecer, dado que as redes sociais estão a informar-nos que os nossos soldados estão a morrer. Aqueles que têm a capacidade de informar o povo togolês, não o fazem. Não compreendemos porque é que o governo não se pronuncia sobre esta situação, pois não é normal que aconteçam coisas tão graves no nosso país», concluiu Adja.
A região do Sahel em particular, e agora cada vez mais o Golfo da Guiné, tornou-se uma prioridade para a Al Qaeda e as filiais do Estado islâmico que operam na região, especialmente no Burkina Faso, que tem visto um aumento significativo de ataques desde 2015.
Fonte: (EUROPA PRESS)






