
A Procuradoria-Geral do Paraguai assegurou que, na sequência das acusações feitas pelo governo dos EUA contra o vice-presidente paraguaio Hugo Velázquez, já tinha «há semanas» pedido às autoridades norte-americanas informações sobre as investigações de alegada corrupção.
A este respeito, disse que em Agosto de 2022 o Ministério Público paraguaio emitiu um primeiro pedido, depois de Washington ter classificado Velázquez como «significativamente corrupto». Há quinze dias, e dada a aparente falta de resposta, foi feito um segundo pedido.
«O caso está aberto e sob investigação», explicou a Procuradoria-Geral do Paraguai, que mantém um caso ao qual a administração Biden também pediu acesso. «Este pedido (dos EUA) foi imediatamente respondido pela unidade encarregada do Ministério Público», acrescentou.
Velázquez está na mira de Washington há meses, acusado de «interferir em processos legais» e manobrar para se proteger de potenciais investigações, dando origem a subornos ou ameaças «àqueles que possam expor a sua actividade criminosa», de acordo com o Tesouro dos EUA.
O governo dos EUA também colocou o ex-presidente Horacio Cartes na lista negra por se envolver em actividades corruptas «antes, durante e depois» do seu mandato (2013-2018). «A carreira política de Cartes começou e continua a depender de meios corruptos», disse sem rodeios o Departamento do Tesouro, citando subornos de até 10.000 dólares para assegurar a sua nomeação como candidato presidencial do Partido Colorado.
Em 2017, utilizou um milhão de dólares da sua fortuna para «comprar» os votos dos deputados e tentar uma reforma constitucional que abrisse a porta a um segundo mandato. Quando esta reforma falhou, e ele já não estava em funções, tentou manter a sua influência com pagamentos contínuos que, em alguns casos, atingiram 50.000 dólares por mês.
Além disso, a administração de Joe Biden liga tanto Cartes como Velázquez a uma empresa, o Hezbollah, responsável pela organização de eventos durante os quais são alegadamente realizadas práticas corruptas e que, aos olhos dos Estados Unidos, é uma «organização terrorista».
Fonte: (EUROPA PRESS)






