
O juiz do Supremo Tribunal Brasileiro (TSF) Alexandre de Moraes deu à Procuradoria-Geral da República 24 horas para responder ao pedido de suspensão de onze deputados brasileiros que alegadamente participaram no assalto à sede dos três ramos do poder a 8 de Janeiro.
A inauguração dos onze deputados, a grande maioria dos quais pertence ao Partido Liberal do ex-presidente Jair Bolsonaro, está marcada para quarta-feira, 1 de Fevereiro, embora um grupo de juristas tenha solicitado a sua suspensão a fim de determinar a responsabilidade criminal dos deputados durante o assalto, tal como relatado por «O Globo».
O pedido, apresentado no âmbito da investigação contra o governador demitido do Distrito Federal de Brasília, Ibaneis Rocha, pede a suspensão da tomada de posse dos onze deputados, sublinhando a necessidade de não dificultar a investigação policial.
O grupo de juristas pediu também ao Ministério Público que analisasse a possibilidade de uma queixa contra os deputados perante o Tribunal Superior Eleitoral (TSE), pela sua «participação ou apoio e divulgação de golpes de Estado e actos terroristas».
Anteriormente, o Ministério Público brasileiro pediu ao Supremo Tribunal Federal (TSF) para investigar três deputados pró-Bolsonar por «incitarem actos anti-democráticos» após o ataque à sede dos três ramos do governo.
Segundo o pedido, os três deputados são suspeitos de «incitar a actos de violência e vandalismo» através de «publicações em redes sociais antes e durante as invasões», o que poderia constituir o crime de «incitamento público ao crime».
Milhares de apoiantes do ex-presidente Jair Bolsonaro invadiram o quartel-general dos três ramos do governo em Brasília a 8 de Janeiro, após dois meses acampados em frente ao quartel-general do exército exigindo um golpe de estado.
Em consequência do «golpe» e dos actos «terroristas», tal como definidos pelas autoridades, o juiz do Supremo Tribunal Alexandre de Moraes demitiu o governador de Brasília, Ibaneis Rocha, e o secretário de segurança, Anderson Torres, por «omissão» de funções e «conivência» com a máfia.
Fonte: (EUROPA PRESS)






