
O Presidente francês Emmanuel Macron recordou no domingo a jovem curda-iraniana Mahsa Amini, que morreu sob custódia das autoridades iranianas em Setembro do ano passado por alegadamente usar incorrectamente o véu islâmico, como «mártir» e «símbolo» dos direitos humanos após protestos em massa contra a sua morte, tanto no Irão como no estrangeiro.
«Mahsa Amini, morto como mártir, tornou-se hoje um símbolo para todos nós e a sua luta obriga-nos a assumir responsabilidade e acção», disse Macron num vídeo postado na sua conta do Twitter no domingo para assinalar a chamada Iniciativa Marianne, o programa lançado pelo governo francês para promover o trabalho dos defensores humanitários.
«A repressão nos quatro cantos do mundo», advertiu Macron, «está a aumentar, e muitas vezes as primeiras vítimas são mulheres e raparigas.
As ONG Iran Human Rights e Hrana denunciaram este fim-de-semana que entre 488 e 527 pessoas morreram durante a repressão dos protestos sobre a morte da jovem mulher. Irão Os Direitos Humanos denunciam em particular que entre os mortos há 64 menores e 39 mulheres, e que pelo menos 107 manifestantes estão actualmente em risco de execução, acusações de pena de morte ou sentenças.
As autoridades iranianas ilibaram as forças de segurança de qualquer culpa pela morte de Amini, que, segundo a sua versão, morreu de uma patologia anterior, embora tenham reconhecido certos excessos durante a repressão das manifestações, que atribuíram principalmente às acções dos «desordeiros» na remuneração de potências estrangeiras.
Fonte: (EUROPA PRESS)






