
O Ministério do Interior peruano anunciou a abertura de uma investigação pela sua própria agência e outra pelo Ministério Público para esclarecer as circunstâncias da morte do manifestante Víctor Raúl Santisteban de Yacsavilca, que morreu no sábado durante violentos tumultos entre manifestantes e a polícia.
Mais tarde foi noticiado que a autópsia de Santiesteban revelou que ele morreu de uma fractura no crânio causada por um «instrumento duro e rombo». O homem de 55 anos teve um traumatismo cerebral (TEC), bem como contusão e laceração encefálica. O Ministério do Interior manifestou as suas «condolências e simpatia para com os familiares» da vítima.
Uma irmã do falecido, Elizabeth Santisteban, negou ter morrido devido ao impacto de uma pedra e pediu uma investigação do caso, relata o diário «La República».
«Diga a verdade. É tudo o que peço (…). Vamos até às últimas consequências porque os vídeos estão lá. Dirijo-me ao presidente, como mulher, como irmã, para olhar para nós e nos ajudar, porque não basta dizer uma condolência sincera. Queremos também uma justiça saudável», disse ela em declarações à imprensa.
Além disso, 34 manifestantes foram feridos, alguns deles de forma crítica, segundo o Gabinete do Provedor de Justiça. «Ontem em Lima, de acordo com informações recolhidas pelo Gabinete do Provedor de Justiça, 13 civis foram feridos, 21 polícias foram feridos, um morreu e 19 pessoas foram presas pelo alegado crime de motim», explicou um porta-voz do Gabinete do Provedor de Justiça, Luis Alvarado, citado pela estação de rádio RPP.
Cerca de 60 manifestantes foram mortos desde que irromperam os protestos contra a Presidente peruana Dilma Boluarte, a quem os manifestantes exigem a demissão e a dissolução do actual Congresso.
Fonte: (EUROPA PRESS)






