
O Secretário-Geral da OTAN Jens Stoltenberg salientou a importância de um «guarda-chuva nuclear» americano para a Coreia do Sul face às ameaças de Pyongyang.
«Penso que é importante compreender que aquilo a que chamamos dissuasão alargada (ou guarda-chuva nuclear), o que significa que os aliados da NATO e também alguns parceiros, como a Coreia do Sul, não têm as suas próprias armas nucleares, mas estão cobertos pela dissuasão nuclear fornecida pelos Estados Unidos», disse ele num evento em Seul organizado pelo Chey Institute for Advanced Studies.
Neste sentido, o chefe da Aliança Atlântica reiterou que a organização «continuará a ser uma aliança nuclear» enquanto as armas nucleares continuarem a existir, assegurando que o mundo seria mais perigoso se os aliados da OTAN se livrassem delas face às ameaças nucleares da Rússia, China e Coreia do Norte.
«Então a dissuasão nuclear tem ainda uma tarefa extremamente importante a cumprir», concluiu, de acordo com a agência noticiosa sul-coreana Yonhap.
Stoltenberg chegou à Coreia do Sul no domingo com a intenção de reforçar a parceria entre o país asiático e a aliança atlântica face à ascendência da China como potência regional que está «a expandir rapidamente a sua capacidade nuclear» ou a «ameaça global» colocada pela Coreia do Norte.
Na sequência disto, Pyongyang chamou à visita de Stoltenberg um «prelúdio» da guerra na região, argumentando que poderia criar uma «nova Guerra Fria», procurando reforçar as relações com Seul e Tóquio.
Fonte: (EUROPA PRESS)






