
O Presidente do Brasil Luiz Inácio Lula da Silva prometeu na segunda-feira acelerar um acordo entre o Mercosul e a União Europeia, propondo este Verão como prazo para o fecho do acordo comercial, após reunião com o Chanceler alemão Olaf Scholz.
«Vamos trabalhar arduamente com a Argentina para finalizar este acordo antes do final do primeiro semestre do ano», disse Lula durante uma conferência de imprensa, na qual acrescentou que «algumas coisas têm de ser mudadas». «Mostraremos aos europeus como somos flexíveis. E queremos que os europeus nos mostrem como são flexíveis», acrescentou ele.
Scholz salientou também a importância de concluir o acordo: «O acordo Mercosul-UE é do interesse de ambas as partes. E é por isso que precisamos de preparar o caminho para fortalecer as nossas economias.
A UE tem vindo a negociar um acordo comercial com os países do Mercosul, que incluem o Brasil, Argentina, Uruguai e Paraguai, desde 1999. Embora tenha sido alcançado um acordo de princípio em 2019, durante o mandato de Lula, isso não foi conseguido devido ao proteccionismo dos sectores agrícolas em França e dos governos brasileiro e argentino, que procuraram preservar as suas indústrias, relata «O Globo».
Os dois líderes, reunidos no Palácio do Planalto na segunda-feira, relançaram a parceria estratégica entre o Brasil e a Alemanha, «reforçando a sua cooperação na abordagem dos desafios globais, especialmente a promoção da paz e da segurança, a expansão das energias renováveis, a luta contra as alterações climáticas e a luta contra a pobreza».
Reafirmaram o seu compromisso «inabalável» com a democracia, os direitos humanos e a inclusão social, bem como com a Carta das Nações Unidas e a resolução pacífica de conflitos, de acordo com um comunicado conjunto.
Eles «sublinharam a importância de uma governação global legítima e representativa» e denunciaram «a violação pela Rússia da integridade territorial da Ucrânia».
«Lamentaram a perda de vidas e a destruição de infra-estruturas civis. A guerra causa imenso sofrimento humano e agrava as vulnerabilidades da economia global», lê-se na carta.
Fonte: (EUROPA PRESS)






