
As autoridades iranianas suspenderam na quarta-feira a execução de um homem condenado à morte pelo seu papel em protestos anti-governamentais desde Setembro na sequência da morte sob custódia de Mahsa Amini, uma jovem curda-iraniana detida na capital, Teerão, por alegadamente usar o lenço de cabeça errado.
O porta-voz do Supremo Tribunal do Irão, Amir Hashemi, disse à agência noticiosa iraniana que o poder judicial decidiu «suspender a execução» do homem, identificado como Mohamad Ghobadlu, enquanto a acusação de homicídio contra ele é investigada.
Ghobadadlu foi condenado em Novembro sob a acusação de «corrupção na terra», na sequência de um ataque a uma viatura policial em Teerão que resultou na morte de um polícia. Em Dezembro, o Supremo Tribunal rejeitou o recurso do condenado e manteve a sua sentença de morte, sem marcar uma data para a sua execução.
As ONG Iran Human Rights e Hrana relataram na semana passada que entre 488 e 527 pessoas foram mortas na repressão dos protestos. As autoridades negaram a responsabilidade pela morte de Amini e acusaram os países ocidentais de alimentarem os protestos, embora tenham reconhecido alguns abusos e excessos das forças de segurança.
Fonte: (EUROPA PRESS)






