
Lee Byung Kee, que serviu como chefe de gabinete do ex-presidente sul-coreano Park Geun Hye, foi exonerado na quarta-feira de acusações que alegadamente obstruiu uma investigação independente sobre o afundamento do ferry Sewol de 2014, um incidente que deixou mais de 300 pessoas mortas.
O Tribunal Distrital Central de Seul decidiu que ele e outros antigos altos funcionários do governo deveriam ser absolvidos, segundo a agência noticiosa Yonhap.
A investigação em questão foi lançada em Janeiro de 2015 por uma comissão que procurava determinar porque é que o ferry de 6.800 toneladas se afundou ao largo da costa ocidental do país, deixando centenas de pessoas mortas, na sua maioria estudantes do ensino secundário.
Lee e os outros oito antigos altos funcionários foram acusados em Maio de 2020 por obstruir o trabalho da comissão independente. A acusação pediu então uma pena de três anos para Lee, que desde então foi considerado inocente.
O ferry estava a cobrir a rota entre a cidade portuária de Incheon e a ilha do resort de Jeju quando naufragou a 16 de Abril de 2014, enquanto navegava ao largo da ilha de Jindo, no sudoeste da Coreia do Sul. O capitão foi condenado em 2016 a prisão perpétua pela morte de 304 pessoas.
A catástrofe provocou controvérsia nacional, especialmente porque o então presidente do país não pôde ser localizado durante várias horas após o incidente.
Fonte: (EUROPA PRESS)






