
O líder da oposição e presidente da câmara da cidade senegalesa de Ziguinchor, Ousmane Sonko, não compareceu na quinta-feira para o julgamento contra ele por alegada difamação, na sequência de um processo instaurado pelo Ministro do Turismo, Mame Mbaye Niang.
O ministro, que compareceu em tribunal, queixou-se de que Sonko alegou que o seu nome apareceu num relatório da Inspecção-Geral de Estado por alegado desvio de fundos, alegações que rejeita liminarmente, de acordo com a agência noticiosa estatal senegalesa APS.
O Ministério Público também acusou Sonko, que será um dos candidatos da oposição nas eleições presidenciais previstas para 2024, de «insultos» e «falsa utilização de um documento administrativo», como noticiado pelo jornal «Libération».
As autoridades senegalesas tinham reforçado as disposições de segurança em torno do tribunal em preparação do aparecimento do candidato da oposição, que também está a ser julgado num caso de alegadas violações e ameaças de morte.
Sonko, líder dos Patriotas Senegaleses pelo Trabalho, Ética e Fraternidade (PASTEF), foi preso em 2021 depois de cerca de 20 deputados da oposição terem interposto recurso junto do Tribunal Constitucional contra a remoção da sua imunidade parlamentar.
A prisão do líder da oposição, que ficou em terceiro nas eleições presidenciais de 2019, desencadeou uma onda de protestos que resultou em várias mortes. Acabou por ser libertado, embora o processo contra ele ainda esteja em curso.
Fonte: (EUROPA PRESS)






