
A Polícia Federal brasileira prendeu na quinta-feira o ex-deputado pró-Bolsonaro Daniel Silveira por reiterar os seus ataques a instituições e violar a sua prisão domiciliária, e também apreendeu mais de 270.000 reais (49.400 euros) durante uma busca à sua casa na sequência de um mandado emitido pelo juiz do Supremo Tribunal Federal Alexandre de Moraes.
De Moraes ordenou a prisão do antigo deputado pelo Partido Trabalhista Brasileiro ultra-conservador (PTB) depois de ter danificado a pulseira electrónica durante a sua prisão domiciliária e de ter reiterado ataques contra instituições e questionado o processo eleitoral durante as eleições que deram a vitória ao actual presidente, Luiz Inácio Lula da Silva, como noticiado pelo jornal ‘O Globo’.
Após ordenar a sua prisão, o antigo deputado brasileiro foi preso em Petrópolis, no estado do Rio de Janeiro. Agentes federais encontraram cerca de 270.000 reais brasileiros na sua casa, e espera-se que seja anunciada uma investigação para determinar a origem deste montante.
Silveira foi detida pela primeira vez por ordem do juiz De Moraes em Fevereiro de 2021 depois do antigo deputado brasileiro ter ameaçado os juízes do Supremo Tribunal e atacado as instituições judiciais. Um mês mais tarde, o magistrado ordenou a prisão domiciliária contra ele.
O antigo deputado foi condenado a oito anos de prisão por ameaças e incitação à violência contra juízes do Supremo Tribunal, mas foi perdoado pelo ex-presidente Jair Bolsonaro e posteriormente eleito para até cinco comissões da Câmara dos Representantes, incluindo a Comissão de Constituição e Justiça (CCJ).
De Moraes alegou em Junho de 2021 que Silveira, que concorreu para senador e tinha imunidade para o seu cargo político, tinha violado as condições da sua detenção. Em Novembro, ordenou medidas de precaução contra ele.
A condenação de Silviera – apoiada por dez juízes do mais alto órgão judicial do país – foi inicialmente perdoada por Bolsonaro menos de 24 horas após a sua aprovação pelo Supremo Tribunal e mesmo antes de se esgotarem todas as vias de recurso do veredicto.
Fonte: (EUROPA PRESS)






