
A primeira-ministra da Moldávia, Natalia Gavrilita, disse na segunda-feira que o país espera abrir as negociações de adesão à UE já em 2023, reconhecendo ao mesmo tempo que não espera «atalhos» no processo de adesão europeia.
«Esperamos que as negociações possam ser abertas o mais rapidamente possível, até ao final deste ano, mas deixamos claro que não estamos à procura de atalhos e que as condições de adesão representam reformas importantes para o benefício dos cidadãos», disse ele numa conferência de imprensa com a Presidente do Parlamento Europeu, Roberta Metsola, antes da cimeira de terça-feira com a UE, que irá analisar os progressos da integração europeia.
Neste sentido, Gavrilita juntou-se à insistência da Ucrânia de que a UE deveria abrir conversações este ano para discutir a sua entrada no bloco, o que Kiev espera conseguir dentro de dois anos. A Moldávia obteve o estatuto de candidato ao lado da Ucrânia em Junho, numa decisão de tempo recorde, depois de se ter candidatado a membro dias após a invasão da Ucrânia pela Rússia.
Em qualquer caso, o líder moldavo salientou que as reformas não são «por uma questão de conveniência», mas trarão «transformações visíveis» para os cidadãos do país da Europa Oriental.
Metsola elogiou o ritmo de reforma da Moldávia e a ambição das autoridades nacionais de avançarem na via da UE. «O processo de adesão exige que sejam tomadas medidas e estaremos lá em cada passo do caminho», disse ele.
Sobre a opção de abrir as negociações de adesão já este ano, o «Partido do Povo» maltês disse que era a favor, insistindo que poderiam ser tomadas medidas «o mais cedo possível» para «concretizar a ambição» da adesão de Chisinau ao clube da UE. Contudo, sublinhou também que o aprofundamento da integração da Moldávia no mercado único é a «melhor e mais rápida forma» de se aproximar da UE.
Fonte: (EUROPA PRESS)






