
Os Estados Unidos reiteraram a sua vontade de fomentar a cooperação bilateral com a China, tal como os dois países concordaram em fazer em Novembro passado à margem da cimeira do G20 em Bali, Indonésia, apesar do aumento das tensões sobre o alegado episódio do balão espião chinês sobre o espaço aéreo dos EUA.
Washington declarou que prossegue o seu diálogo com Pequim apesar do incidente do balão chinês não ter ajudado a melhorar as relações entre os dois países, disse Karine Jean-Pierre, porta-voz da Casa Branca, durante uma conferência de imprensa.
«A nossa abordagem com a China tem sido bastante clara (…) e continuará a ser calma, decisiva e prática. Isso não vai mudar na forma como vamos avançar na nossa relação com a China, nas nossas conversas diplomáticas», disse Jean-Pierre.
De acordo com a administração Biden, o governo dos EUA mantém abertas as linhas de comunicação com a China. Após a decisão de abater o balão chinês, as autoridades americanas comunicaram directamente com as autoridades chinesas.
Neste sentido, Jean-Pierre salientou que «as acções irresponsáveis da China» – que incluem os alegados balões chineses sobre o território dos EUA e sobre a América Latina – têm sido vistas pelos Estados Unidos e pelo mundo.
«Cabe à China mostrar que significa o que diz sobre ser um país responsável, que quer desenvolver a reunião que o Presidente Joe Biden e o Presidente Xi Jinping tiveram muito recentemente», observou a porta-voz da Casa Branca.
Sobre o cancelamento da viagem do Secretário de Estado António Blinken à China – que deveria ter tido lugar na semana passada – Jean-Pierre disse que tinha sido simplesmente adiada. De acordo com a Casa Branca, a viagem do chefe da diplomacia americana à China terá lugar «quando o tempo permitir».
Fonte: (EUROPA PRESS)






