
A ONG Amnistia Internacional denunciou na quarta-feira a acusação de pelo menos 300 menores na Tailândia por terem assistido à vaga de protestos anti-governamentais que teve lugar em 2020 e que exigiam maior democracia no país asiático.
Advertiu das «graves repercussões» que isto poderia ter no seu futuro e disse que «as crianças com toda a sua vida à sua frente enfrentam agora estas consequências por simplesmente participarem em protestos pacíficos».
A este respeito, Chanatip Tatiyakaroonwong, o perito da ONG em assuntos tailandeses, disse que alguns activistas com menos de 18 anos arriscam-se a «passar décadas atrás das grades».
Milhares de pessoas participaram nestas marchas em 2020 para exigir a demissão do Primeiro-Ministro Geral Prayuth Chan Ocha e uma reforma da monarquia. Os protestos foram posteriormente amenizados devido à pandemia do coronavírus e a uma repressão por parte das autoridades.
A Amnistia afirmou num relatório que dezenas de menores foram acusados de violar a lei do lèse-majesté, que pode acarretar penas de prisão até 15 anos e tem sido utilizada pelas autoridades para reprimir protestos e silenciar os opositores. A criança mais nova presa durante as manifestações tinha 11 anos de idade.
A ONG expressou preocupação sobre a violência contra menores neste contexto e lamentou as «técnicas de intimidação» utilizadas pela polícia, tais como a pressão sobre os pais. Também advertiu que muitos dos manifestantes estão em risco de serem abusados.
Fonte: (EUROPA PRESS)






