
O ex-presidente peruano Pedro Pablo Kuczynski acusou o ex-presidente Martín Vizcarra e o líder das Forças Populares Keiko Fujimori de conspirar para o expulsar do cargo, embora se tenha demitido em Março de 2018, no meio de acusações de compra de votos na iminente votação de falta de confiança nele.
«Não tenho nada de pessoal contra ele (Vizcarra), mas todos sabem que ele participou numa conspiração para me afastar, na qual ele trabalhou com a Sra. Fujimori, ou seja, informação pública», disse Kuczynski em declarações à estação de rádio RPP.
Kuczynski disse ter dito a Vizcarra que sabia das suas intenções e dos seus encontros com Fujimori e outros envolvidos nesta alegada conspiração contra ele. Ele assegurou que lhe pedia lealdade e que, se quisesse que ele partisse, o deveria dizer publicamente, mas não através de esquemas «para hotéis e apartamentos misteriosos».
«Ninguém pensou que ele fosse bispo de Keiko Fujimori até ele ter entrado numa luta com ela. Ele é um oportunista que causou muitos danos ao Peru», disse ele noutra parte de uma entrevista, na qual disse que Vizcarra foi «vendida» para ser o seu vice-presidente.
A demissão referida pelo ex-presidente Kuczynski data de 23 de Março de 2018, dias antes do Congresso – então dominado pelo Fujimorismo – votou uma moção de censura contra ele por alegações de corrupção contra ele relacionadas com alegados subornos da Odebrecht.
Essa moção de censura é também marcada pela alegada compra de votos em que alguns deputados do Fuerza Popular, como Moisés Mamani e Kenji, irmão de Keiko, alegadamente participaram após gravações em que são vistos a oferecerem-se para votar contra ele em troca de favores.
Kuczynski está a ser investigado, no entanto, por alegado financiamento irregular da sua campanha presidencial de 2016, tal como outros ex-presidentes como Ollanta Humala e Keiko Fujmori, três vezes candidato a Fuerza Popular.
Fonte: (EUROPA PRESS)






