
O Secretário-Geral da Aliança Atlântica, Jens Stoltenberg, salientou mais uma vez a importância de certificar a adesão da Suécia e da Finlândia à NATO, que «em conjunto» apresentaram a sua candidatura à adesão ao bloco.
Stoltenberg, que viajou para os Estados Unidos para se encontrar com o Secretário de Estado norte-americano Antony Blinken, salientou que apenas dois membros da Aliança Atlântica – Turquia e Hungria – ainda não ratificaram a adesão dos dois países escandinavos.
«É importante que concluamos este processo de adesão o mais rapidamente possível. Isto irá reforçar a segurança de todos os aliados», disse Stoltenberg, que acredita que a Suécia e a Finlândia «já estão a ser integradas nas estruturas civis e militares» do bloco.
Pela sua parte, Blinken reconheceu que os Estados Unidos e a NATO estão «muito concentrados» na adesão sueca e finlandesa, países que «estão prontos a trazer os seus pontos fortes» à Aliança Atlântica, de acordo com uma declaração divulgada pelo próprio organismo militar.
«Eles são parceiros de confiança. São democracias fortes que se dedicam aos valores que sustentam a Aliança e continuarão a pressionar para a conclusão deste processo», observou o chefe da diplomacia dos EUA.
A Suécia e a Finlândia apresentaram uma candidatura conjunta para aderir à Aliança Atlântica em meados de 2022, embora a sua adesão ainda não tenha sido ratificada pela Turquia e Hungria. Ancara exigiu uma série de garantias de segurança que Estocolmo e Helsínquia dizem que estão a reunir-se.
No entanto, desde o início do ano, a Suécia assistiu a uma série de manifestações contra a Turquia e o seu presidente, Recep Tayyip Erdogan, e até à queima de cópias do Corão, o livro sagrado do Islão.
Estes incidentes suscitaram críticas por parte da Turquia, o que impediu a sua aprovação da adesão sueca e até cancelou as reuniões com altos funcionários em Estocolmo. A Finlândia, por seu lado, parece estar à margem desta controvérsia, embora Helsínquia tenha descartado a possibilidade de a levar sozinha no caminho para a OTAN.
Fonte: (EUROPA PRESS)






