
A Casa Branca negou na quarta-feira as alegações de que os Estados Unidos estavam por detrás das explosões nos gasodutos Nord Stream 1 e Nord Stream 2 em Setembro de 2022, reiterando que «não estava envolvida na explosão».
O Departamento de Defesa garantiu que a Marinha dos EUA não estava envolvida no incidente do gasoduto Nord Stream, horas depois de o jornalista Seymour Hersh, vencedor do Prémio Pulitzer, ter apontado aos mergulhadores dos EUA como sendo os responsáveis pela colocação de explosivos nos gasodutos, de acordo com o The New York Post.
«Os Estados Unidos não estiveram envolvidos na explosão do Nord Stream», disse o porta-voz do Pentágono, Garron Garn, numa breve declaração ao jornal, reiterando a resposta do Departamento de Defesa à mesma alegação em Outubro.
Anteriormente, Hersh explicou no seu website que os responsáveis pela alegada sabotagem são mergulhadores da Marinha dos EUA, que se diz terem plantado explosivos durante as manobras «Baltops 22» da OTAN.
Segundo o jornalista, a 26 de Setembro, um avião da Marinha norueguesa lançou uma bóia hidroacústica que detonou os dispositivos explosivos. Explicou que a decisão de os detonar foi tomada nove meses após uma «discussão secreta» pelas agências de segurança nacional dos EUA.
No mesmo dia, Nord Stream 2 AG, operador do gasoduto russo com o mesmo nome, anunciou uma fuga de gás por razões desconhecidas num dos dois gasodutos da infra-estrutura perto da ilha dinamarquesa de Bornholm.
Subsequentemente, as autoridades informaram que dois ramos do gasoduto paralelo Nord Stream 1 também foram danificados. A Alemanha, Dinamarca e Suécia não descartaram um acto de sabotagem apenas oito meses após o início da invasão russa da Ucrânia.
O Serviço de Informações Externas da Rússia classificou as explosões como ataques terroristas e a 30 de Setembro revelou que tinha provas que apontavam para o envolvimento de países ocidentais.
Fonte: (EUROPA PRESS)






