
Os ministros húngaros ligados às fundações que controlam as universidades públicas renunciarão aos seus cargos este mês, como a Comissão Europeia tinha vindo a exigir para que o país pudesse continuar como antes no programa de intercâmbio de estudantes Erasmus.
O porta-voz do governo de Viktor Orbán, Gergely Gulyas, explicou na quarta-feira aos meios de comunicação social que, de acordo com os «pedidos» de Bruxelas, os ministros deixarão as fundações questionadas a 15 de Fevereiro, o governo explicou no Twitter.
A disputa remonta a 2021, quando o governo de Orbán favoreceu o controlo das universidades por fundações com interesses semelhantes, num quadro de privatização que levanta dúvidas sobre a independência dos centros que continuam a ser financiados com dinheiros públicos.
A Comissão Europeia confirmou em Janeiro que deixaria de financiar o programa de bolsas de estudo para estudantes nas universidades ligadas a estas fundações, numa punição aplicada desde meados de Dezembro e que chega numa altura em que Bruxelas acompanha de perto o respeito pelo Estado de direito na Hungria, chegando mesmo a condicionar o desembolso dos fundos de coesão e do plano de recuperação na sequência da pandemia da COVID-19.
Fonte: (EUROPA PRESS)






