
Na quinta-feira, os membros do Partido Conservador britânico distanciaram-se das palavras do seu recém-nomeado «número dois», Lee Anderson, sobre a sua posição em relação à pena de morte.
O partido salientou que as palavras de Anderson, que foi nomeado vice-presidente do partido pelo Primeiro-Ministro Rishi Sunak, não representam a posição do governo britânico sobre o assunto e são a sua opinião pessoal.
A controvérsia foi desencadeada pelas declarações de Anderson numa entrevista ao jornal Spectator, na qual defende a pena de morte – abolida em 1960 no Reino Unido – porque não há necessidade de se concentrar na reintegração dos infractores.
«Ninguém cometeu um crime depois de ter sido executado. Sabe disso, não sabe? Tem uma taxa de sucesso de 100%», disse o político conservador, conhecido pelas suas opiniões controversas, de acordo com o Guardian.
Neste sentido, defendeu que em algumas ocasiões pode ser claramente demonstrado que alguém cometeu um crime. «Pode prová-lo se tiver sido registado, como no caso de Lee Rigby», disse ele, referindo-se ao soldado britânico que foi morto a 22 de Maio de 2013 quando foi atropelado por dois homens que tentaram então decapitá-lo.
«Deviam ter desaparecido, não quero pagar por estas pessoas», insistiu ele, apesar do facto de a restauração da pena de morte não estar entre as propostas políticas dos Conservadores e, se fosse reintroduzida, implicaria a saída do país da Convenção Europeia dos Direitos do Homem.
Tanto o partido como o governo criticaram as palavras de Anderson e sublinharam que a entrevista, embora tenha sido publicada na quinta-feira, foi conduzida antes de ele assumir o seu cargo como o número dois do partido.
Fonte: (EUROPA PRESS)






