
O Presidente da Zâmbia, Hakainde Hichilema, comutou as sentenças de morte proferidas a 390 pessoas para prisão perpétua, depois de ratificar a abolição da pena capital em Dezembro, na sequência de uma moratória desde a última execução em 1997.
O ministro zambiano dos Assuntos Internos e Segurança, Jack Mwiimbu, disse que a decisão do presidente fazia parte do compromisso das autoridades com a preservação da vida e o respeito pelos direitos humanos, de acordo com o Lusaka Times.
A decisão afecta 390 pessoas que estão encarceradas nas prisões de segurança máxima de Mukobeko, que albergam tanto homens como mulheres, após o que o próprio Mwiimbu expressou o seu desejo de que os tribunais explorem penas alternativas para delitos menores para resolver o problema da superlotação nas prisões do país.
A Zâmbia tornou-se o 25º país da África Subsaariana a abolir a pena de morte, na sequência da decisão de Hichilema. A Amnistia Internacional disse que a medida «deveria servir de exemplo aos países da região que ainda usam a pena de morte para tomar medidas imediatas para acabar com esta forma de castigo cruel, desumana e degradante e proteger o direito à vida».
Hichilema disse após assinar a ordem de abolição da pena de morte que durante a sua campanha «prometeu emendar todas as leis que inibem o crescimento da democracia e da boa governação, impedem os direitos humanos e as liberdades básicas», informou o Lusaka Times. «Hoje entregámos», disse ele.
Fonte: (EUROPA PRESS)






