
A junta militar no poder da Birmânia está a planear criar uma força de voluntários civis armados para lutar contra a resistência popular que tomou armas contra o exército desde o golpe de Fevereiro de 2021.
De acordo com os activistas citados pelo diário «Irrawaddy», ligado à oposição, a nova directiva irá treinar os maiores de 18 anos a transportar até cinco tipos diferentes de armas de fogo, incluindo armas de mão e espingardas de caça.
Estas «milícias» receberão esta permissão do Ministério do Interior enquanto que o exército birmanês fornecerá treino adicional de armas de fogo para todos os civis que o desejem.
Os advogados da oposição estão convencidos de que estes civis serão, na sua maioria, militares reformados e declarados apoiantes da junta.
«As pessoas comuns não serão autorizadas a transportar armas», explica um advogado, no que é uma política que reproduz a ordenada em 1977 pelo ditador militar Ne Win, suspensa onze anos mais tarde com o advento da democracia na Birmânia.
De acordo com activistas da oposição da Associação de Assistência aos Presos Políticos, um total de 2.986 pessoas morreram desde o golpe de estado e 13.884 permanecem em detenção militar.
O governo no exílio, entretanto, acusou o exército birmanês de matar 110 civis, incluindo uma dúzia de crianças, durante as hostilidades em Janeiro.
Fonte: (EUROPA PRESS)






