
A Procuradoria-Geral do Equador (FGE) acusou no domingo o Estado de interferir no sistema judicial do país, anunciando a demissão temporária de todos os investigadores da polícia que trabalham na instituição.
O FGE informou que o director de Talento Humano da Polícia Nacional substituiu um total de 37 investigadores, que descreveu como «interferência na justiça».
A agência salientou também que «a equipa a impor não tem experiência científica no campo criminal, não passou nos testes de confiança e terá de ser incorporada de raiz em investigações em curso que tenham feito progressos significativos», afirmou numa declaração.
Aponta também que esta acção limitará o trabalho que o Ministério Público tem vindo a fazer independentemente e impedirá as investigações em curso sobre crimes contra a humanidade ou possíveis actos de corrupção em casos como o ‘Encuentro’, ‘Papeles de Pandora’, ‘Gabela’, ‘DHRUV’, ‘Bernal’ ou ‘Petroecuador’.
Portanto, o FGE alertou o público sobre estas «acções prejudiciais» e «responsabiliza directamente o Estado equatoriano pela segurança da sua mais alta autoridade e da sua família», para além de colocar em risco a permanência das pessoas sob investigação.
Na sequência da notificação, a Polícia Nacional do Equador divulgou uma declaração na qual salientava que os seus agentes continuam a apoiar o FGE com o mesmo número de investigadores e agentes da polícia, e que a demissão se deve ao facto de «apenas o pessoal ter sido objecto de rotação, como é apropriado após o cumprimento do seu mandato».
Fonte: (EUROPA PRESS)






