
O Conselho Médico Afegão garantiu que as mulheres poderão fazer o exame de especialização numa altura em que os Taliban vetaram o trabalho das mulheres e o acesso das mulheres ao ensino secundário e superior.
Isto de acordo com uma declaração oficial, relatada pela Tolo News, anunciando que os estudantes de medicina masculina terão de fazer o exame (originalmente marcado para Novembro) a 18 de Fevereiro, o que é essencial para a escolha de uma especialidade médica.
Na nota, o Conselho esclarece que as mulheres poderão fazer o exame, embora de momento não tenha dado uma data de convocação.
Quanto a outras profissões, deve recordar-se que a chefe da Missão de Assistência das Nações Unidas no Afeganistão (UNAMA), Roza Otunbayeva, solicitou às autoridades talibãs a prorrogação das licenças das advogadas do país como medida excepcional face ao veto fundamentalista.
Otunbayeva agiu em resposta à extensão das licenças dos Talibãs a 1.300 advogados, todos do sexo masculino, que poderão continuar a trabalhar num país sob a lei islâmica.
O chefe da UNAMA manifestou as suas preocupações directamente ao ministro da Justiça talibã Abdul Hakim Sharae, disse a ONU numa declaração, mas os resultados da reunião não foram tornados públicos.
Otunbayeba descreveu como «vital» a necessidade de alargar as licenças das advogadas afegãs, dada a sua «experiência na prestação de apoio jurídico a mulheres e crianças no país», o mesmo argumento fornecido pelas ONG que insistem que os Taliban permitam o trabalho das trabalhadoras de ajuda humanitária, dado o seu acesso à população feminina.
O movimento fundamentalista não só proibiu as mulheres trabalhadoras de trabalhar como também impediu o acesso das raparigas ao ensino secundário e superior.
Os Talibãs prometeram publicar um código concreto de implementação de um regulamento que ainda é considerado errático, a fim de determinar o seu alcance exacto.
Fonte: (EUROPA PRESS)






