
Um dia depois do governo mexicano ter anunciado que iria liderar um movimento contra as sanções e o bloqueio imposto a Cuba pelos Estados Unidos e seus aliados, as autoridades mexicanas defenderam os seus planos e excluíram a possibilidade de gerarem tensões com Washington.
O Ministro dos Negócios Estrangeiros mexicano Marcelo Ebrard negou que o anúncio – feito na véspera pelo Presidente mexicano Andrés Manuel López Obrador – iria gerar agitação nos Estados Unidos, alegando que o México tem interesses diferentes, como ele disse numa entrevista com ‘La Jornada’.
«Somos aliados, mas não temos interesses idênticos. O México é um país latino-americano, somos um país de língua espanhola e vimos de grandes civilizações, tais como os maias», disse Ebrard.
O chefe da diplomacia mexicana salientou que não há qualquer desejo de perturbar os Estados Unidos ou de gerar fricção nesta posição, recordando que esta é uma abordagem que já adoptou noutras ocasiões perante o Presidente dos EUA, Joe Biden.
A este respeito, Ebrard recordou que Cuba desempenhou «um papel importante» na preparação das conversações de paz entre o governo colombiano e o Exército de Libertação Nacional (ELN), negando as acusações que levaram os Estados Unidos em 2021 a acrescentar Havana à lista de países que patrocinam o terrorismo internacional.
Salientou também que o bloqueio «teve um grande impacto na ilha, onde há quase onze milhões de habitantes e que lhes causa tanto sofrimento», como declarou ao referido jornal.
No sábado, López Obrador anunciou que o seu país irá liderar um movimento contra as sanções e o bloqueio imposto a Cuba pelos Estados Unidos e seus aliados.
«O México vai liderar um movimento mais activo para que todos os países se unam e defendam a independência e soberania de Cuba. Não se trata de tratar Cuba como um país terrorista nem de os colocar na lista negra de países alegadamente terroristas. Cuba é um povo e um governo profundamente humanos, viva o povo digno de Cuba», anunciou o presidente mexicano após encontrar-se com o seu homólogo cubano, Miguel Díaz-Canel, na Cidade do México.
Fonte: (EUROPA PRESS)






