
O Ministro dos Negócios Estrangeiros da Hungria Peter Szijjarto chegou à capital bielorrussa, Minsk, na segunda-feira, onde planeia encontrar-se com as autoridades da Bielorrússia, acusada de conivência com a Rússia no conflito, para «defender a paz na Ucrânia».
«Muitos serão contra esta visita», reconheceu Szijjarto, mas disse que a intensidade dos combates torna necessário sentar-se e negociar a paz. «É preciso salvar vidas agora, e isto só pode ser feito pacificamente», sublinhou no seu perfil do Facebook.
«A guerra na Ucrânia está a aumentar e cada vez mais pessoas estão a morrer devido às hostilidades», disse o diplomata húngaro, que espera que a comunidade internacional não só aja «em nome da paz o mais depressa possível», mas também evite uma «escalada da guerra».
Com isto em mente, explicou, viajou para a Bielorrússia, onde apresentará o «plano de paz» do governo húngaro ao seu ministro dos negócios estrangeiros, Sergei Aleinik, e ao ministro da economia, Alexander Chervyakov.
«A nossa posição é clara. Os canais de comunicação devem estar abertos. Se não agirmos desta forma, a mensagem do apelo à paz não pode ser transmitida», disse Szijjarto.
Desde o início da invasão russa da Ucrânia há quase um ano, o governo do Primeiro-Ministro Viktor Orbán tem sido questionado por aqueles que acreditam que está a tomar uma posição pró-russa, se não mesmo directamente a favor da Rússia, que nos últimos anos tem na Hungria o seu principal parceiro no coração do continente europeu.
Durante o ano passado, as relações entre Kiev e Budapeste têm sido tensas e tensas sobre esta questão. Há algumas semanas, o Ministério dos Negócios Estrangeiros ucraniano convocou o embaixador húngaro depois de Orbán ter comparado a guerra na Ucrânia com a guerra no Afeganistão.
Fonte: (EUROPA PRESS)






