
O presidente do Comité Olímpico Internacional (COI), Thomas Bach, disse no domingo que o governo ucraniano sabe que o corpo olímpico partilha a sua dor após a invasão russa do seu país, mas que não lhe cabe decidir quem participa em competições desportivas internacionais.
«Não cabe aos governos decidir quem pode participar em que competições desportivas, porque isso seria o fim das competições desportivas internacionais e dos campeonatos mundiais e dos Jogos Olímpicos tal como os conhecemos», disse Bach numa declaração relatada pelo The Guardian.
Na opinião do presidente do COI, os Jogos Olímpicos são «uma missão de paz», insistindo que «a história mostrará quem faz mais pela paz: aqueles que tentam manter as linhas abertas e comunicar, ou aqueles que querem isolar e dividir».
Bach salientou a necessidade de «encontrar uma solução que faça justiça à missão do desporto, que é unificar, não contribuir para mais confrontação, para mais escalada».
«Apoiamos os 3.000 membros da comunidade olímpica ucraniana para que haja uma forte equipa ucraniana em Paris», disse o presidente do COI, dizendo que partilhava a dor e o sofrimento humano dos atletas ucranianos.
Após a eclosão da guerra, os principais organismos desportivos proibiram os atletas russos e bielorussos de participarem em grandes eventos. Agora o COI deixou a porta aberta para a sua participação nestes eventos, embora sob uma bandeira neutra e sem ostentar símbolos nacionais.
A proposta não caiu bem na Ucrânia, onde até o Presidente Volodimir Zelenski acusou o COI de se posicionar a favor do país invasor, a Rússia, e do seu principal aliado, a Bielorrússia. Outros altos funcionários até denunciaram o organismo internacional como «promovendo a guerra», enquanto que o COI apelou ao fim da pressão.
Os principais parceiros europeus da Ucrânia, tais como o Reino Unido, a Polónia e os países bálticos, mostraram o seu apoio a Kiev e apoiaram as suas ameaças de boicote aos Jogos Olímpicos. O COI sempre salientou o seu apoio aos atletas e ao povo ucraniano.
Fonte: (EUROPA PRESS)






