
Os activistas tailandeses disseram na terça-feira que decidiram instaurar um processo contra o governo pela utilização do software de espionagem Pegasus para controlar as comunicações dos dissidentes, o primeiro caso deste tipo no país asiático.
A ONG iLaw indicou que a utilização deste software, desenvolvido pela empresa israelita NSO Group, foi utilizado para interceptar as comunicações por telemóvel de cerca de 30 activistas e advogados entre 2020 e 2021.
Agora, com esta acção judicial, os activistas esperam que a medida ajude a aumentar a consciência de tais ameaças e a proteger os cidadãos de uma vigilância excessiva.
«É um caso difícil, não temos provas suficientes sobre quem comprou o software e quem o desenvolveu», disse Yingcheep Atchanont do iLaw, cujo telefone foi infectado dez vezes pelo vírus. «Também não confiamos no sistema judicial, mas isso é tudo o que temos», acrescentou ele.
Se tivermos um veredicto de que os nossos direitos foram violados, isso seria significativo», disse ele, de acordo com The Bangkok Post.
Em Novembro de 2021, a empresa americana Apple enviou um alerta à Yingcheep e a uma dúzia de outras pessoas avisando que poderiam ser vítimas de «ataques de indivíduos apoiados pelo governo».
«Foi realmente chocante para mim pensar que o governo podia monitorizar o meu telemóvel. É uma enorme violação da minha privacidade, mais do que se a polícia estiver a vigiar a minha casa», lamentou, antes de salientar que, mesmo que este software deixe de ser utilizado, «eles utilizarão outra tecnologia».
Fonte: (EUROPA PRESS)






