
O ex-presidente brasileiro Jair Bolsonaro disse terça-feira que voltará ao Brasil em Março com o objectivo de liderar a oposição ao Presidente Luiz Inácio Lula da Silva, bem como de se defender das acusações de que foi responsável pelo assalto aos edifícios do governo.
Bolsonaro indicou que é «o líder nacional da direita», pois «não há mais ninguém neste momento» que possa tomar o seu lugar, sublinhando ao mesmo tempo que «o movimento de direita não está morto e continuará a viver», como afirmou numa entrevista ao «The Wall Street Journal».
Neste sentido, explicou que irá trabalhar, juntamente com membros do Congresso e governos estaduais, para promover políticas pró-empresariais e lutar contra o aborto e o controlo de armas.
Quanto ao seu fracasso nas eleições presidenciais, Bolsonaro reconheceu que «perder faz parte do processo eleitoral», mas mais uma vez questionou as eleições. «Não estou a dizer que houve fraude, mas o processo foi tendencioso», disse ele depois de reconhecer pela primeira vez a vitória de Lula.
Do mesmo modo, o antigo líder do país latino-americano admitiu que existe o risco de ser preso no seu regresso ao Brasil: «Um mandado de captura pode surgir do nada», disse ele ao jornal acima mencionado.
Contudo, voltou a rejeitar a sua ligação com o ataque aos Três Poderes a 8 de Janeiro pelos seus apoiantes. «Eu nem estava lá e eles querem culpar-me», criticou, acrescentando que não foi um golpe de Estado: «Que golpe? Onde estava o comandante? Onde estavam as tropas, onde estavam as bombas?
Jair Bolsonaro está nos Estados Unidos desde o final de Dezembro de 2022, evitando assim a tomada do actual presidente do Brasil, enquanto prosseguem as investigações sobre a sua responsabilidade pelo assalto.
É também objecto de cinco investigações que estão a ser processadas pelo Supremo Tribunal Federal (STF), enquanto foi acusado em dois processos criminais, relata o jornal «O Globo».
Fonte: (EUROPA PRESS)






