
O Presidente da Bielorrússia Alexander Lukashenko anunciou na terça-feira a detenção dos alegadamente responsáveis por uma tentativa de sabotagem de um avião militar russo e identificou o principal suspeito como sendo um cidadão ucraniano com ligações aos serviços secretos ucranianos.
O ataque teve lugar numa base aérea na pequena aldeia de Machulishchi, na região de Minsk. Segundo Lukashenko, foi utilizado um drone no ataque e o incidente causou danos na aeronave, um Beriev A-50, embora não tenha sido «significativo», relata a agência noticiosa oficial da BelTA.
O presidente bielorrusso, que também confirmou a detenção de mais de 20 alegados «cúmplices» até agora, disse que a operação começou há mais de meio ano, quando a SBU ucraniana e a CIA americana alegadamente treinaram um «terrorista» com o objectivo de perpetrar algum tipo de operação na Bielorrússia.
O homem recrutado, cuja identidade não foi revelada, era também um cidadão russo que vivia na Crimeia. Foi recrutado pelos serviços secretos ucranianos provavelmente em 2014″, disse Lukashenko, referindo-se ao ano em que a Rússia assumiu o controlo da península da Crimeia e em que o conflito separatista eclodiu na Ucrânia oriental.
A Bielorrússia está a cooperar com a Rússia na ofensiva militar lançada há mais de um ano na Ucrânia, cedendo o seu território para fins logísticos e forjando laços políticos mais estreitos. Lukashenko sempre defendeu que o seu país não está directamente envolvido, embora esteja habituado a avisar que o fará se se aperceber de qualquer ameaça à sua segurança nacional.
Fonte: (EUROPA PRESS)






