
O Presidente venezuelano Nicolás Maduro recebeu em Caracas uma pequena delegação do governo brasileiro liderada pelo conselheiro principal de Luiz Inácio Lula da Silva, Celso Amorim, com vista a renovar as relações entre os dois países, que estagnaram durante a administração de Jair Bolsonaro.
Tive um agradável encontro com a delegação da República Federativa do Brasil, chefiada por Celso Amorim. Estamos empenhados em renovar os nossos mecanismos de união e solidariedade que garantem o crescimento e o bem-estar da Venezuela e do Brasil», confirmou o Presidente Maduro no Twitter.
A reunião foi confirmada por Maduro, mas não pelo governo de Lula, que, segundo a imprensa brasileira, terá mantido o encontro em segredo, no qual Amorim falou com o presidente venezuelano sobre a importância das presidências de 2024, bem como outras questões comerciais e económicas, incluindo a próxima expiração de uma dívida da Venezuela para com o Brasil.
A viagem de Amorim à Venezuela coincide com a visita oficial ao Paraguai do Ministro dos Negócios Estrangeiros Mauro Vieira, que teve conhecimento do encontro em Caracas, de acordo com o jornal «O Globo».
Amorim, que foi ministro dos negócios estrangeiros no primeiro mandato de Lula e ministro da defesa sob a antiga presidente Dilma Rousseff, é o braço direito do presidente brasileiro, conselheiro especial que já esteve com ele em visitas oficiais a Buenos Aires, Montevideu, Washington e em breve a Pequim.
Como ele já propôs em relação à Ucrânia, o governo de Lula também parece disposto a mediar a crise venezuelana e a dialogar com a oposição ao mandato de Maduro, especialmente com os que participam nos diálogos que até agora tiveram lugar no México, sob os auspícios da Noruega.
A presença crescente do Brasil na região – após anos de isolamento de um bolonaro que teve dificuldades em deixar o país – foi também um tema de diálogo durante a visita de Lula à Casa Branca. O governo de Joe Biden está interessado em envolver tanto o presidente brasileiro como o seu homólogo colombiano, Gustavo Petro, na estabilização política e social da Venezuela.
Fonte: (EUROPA PRESS)






