
O Juiz do Supremo Tribunal Alexandre de Moraes ordenou na segunda-feira a libertação de mais 130 pessoas suspeitas de envolvimento nos ataques a instituições a 8 de Janeiro, elevando o número total de pessoas libertadas para mais de 1.000, embora permaneçam sob vigilância.
Das 2.200 pessoas presas por esses actos, apenas 392 permanecem na prisão, quase todas homens. Aqueles que foram libertados devem usar uma pulseira electrónica, não abandonar as suas casas à noite, não utilizar redes sociais e não contactar outros detidos.
De Moraes, responsável pela macro-investigação, trouxe vários delitos contra os suspeitos, tais como incitação ao crime e associação para cometer um crime. Cerca de 1.000 deles terão de responder por estas acusações, enquanto 219 terão de responder por acusações mais graves, tais como tentativa de golpe de estado.
O ataque à Esplanada dos Ministérios foi sem precedentes na história do Brasil. Milhares de apoiantes do ex-presidente Jair Bolsonaro tinham estado a moer durante semanas em frente ao quartel do exército em protesto contra a vitória eleitoral do actual presidente, Luiz Inácio Lula da Silva.
As autoridades estão agora a avaliar se o ex-presidente Bolsonaro poderá ter incitado os seus apoiantes a atacar violentamente as sedes dos três ramos do governo, após meses de ataques a instituições como o Supremo Tribunal e os seus juízes, e lançando dúvidas sobre a fiabilidade do sistema eleitoral brasileiro.
Fonte: (EUROPA PRESS)






